Agronegócio puxa crescimento da carteira de crédito do Banco do Brasil

O agronegócio foi o principal vetor de crescimento da carteira de crédito do Banco do Brasil no terceiro trimestre deste ano, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (8/11) pela instituição. Dos R$ 814,2 bilhões concedidos até setembro, R$ 225,8 bilhões eram destinados ao setor – um crescimento de 9,7% ante o trimestre anterior, encerado em junho, e 18,5% superior ao registrado em igual período do ano passado.

banco-do-brasil-bb-fachada (Foto: Divulgação)

 

Ao todo, a carteira de crédito ampliada do banco, que inclui outros segmentos, registrou crescimento de 6,2% na comparação com junho deste ano e de 11,4% quando comparado com o mesmo período de 2020. No agro, houve aumento de 270,2% nas operações de crédito para industrialização, de 14,2% para as linhas de investimento, 23,2% para as linhas de comercialização e 10,9% nas operações de custeio, usadas na implantação das lavouras.

“Esse desempenho favoreceu pessoas físicas, produtores rurais, micro e pequenas empresas e setor público que desenvolveram atividades nos setores de energia renovável, eficiência energética, turismo e agricultura sustentáveis, educação, saúde e desenvolvimento local, entre outras iniciativas”, analisou o presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, de acordo com o divulgado pela assessoria da instituição.

 

Já a carteira chamada de negócios sustentáveis, que inclui financiamentos para agricultura de baixo carbono (ABC), atingiu R$ 282,1 bilhões no trimestre encerrado em setembro, avanço de 18,9% em 12 meses. Do total, 65,4% só nas operações de financiamento de práticas sustentáveis na produção agropecuária. 

Com uma inadimplência de 1,82%, o banco registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 47,6% na comparação anual e de 2% na comparação como trimestre anterior. Segundo o banco, “bom desempenho é explicado por menores despesas com provisões de crédito, maiores receitas, com crescimento da margem financeira bruta e das rendas com prestação de serviços, e sólido controle das despesas administrativas”.