Alta no ICMS deixará carne, leite e energia no campo mais cara em SP, alerta Fiesp

carne frigorífico (Foto: Getty Images)

 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) alertou, em nota, que a decisão do governo do Estado de São Paulo de aumentar o ICMS fará com que o preço pago pelo consumidor suba em até 8,4% para as carnes e até 8,4% para o leite longa vida.

O maior impacto, de acordo com a federação, está na energia elétrica para consumo por estabelecimento rural. Segundo a Fiesp, o valor pago aumentará em 13,6%. Para insumos, rações e adubos agropecuários, a alta estimada é de 3%.

 

 

“Enquanto a população está preocupada em proteger sua saúde e garantir o sustento de sua família, ambos em risco devido à pandemia, o governo do Estado de São Paulo aumenta o ICMS para um amplo conjunto de bens e serviços, o que trará resultados desastrosos para economia paulista”, critica a entidade.

Segundo a Fiesp, a medida do governo também causará desemprego e problemas econômicos, uma vez que empresas podem mudar para outros Estados. O setor industrial também definiu a iniciativa como “medida amarga que pune a população”.

 

 

 

Diante disso, a Fiesp reitera, na nota, que repudia a decisão do governo do Estado de São Paulo em relação às alíquotas do ICMS e informa que recorreu à Justiça. “Lutaremos até o fim para reverter este aumento de impostos”, finaliza o texto.

Governo nega aumento de imposto

O governo do Estado de São Paulo informou, em nota divulgada em outubro em seu site, que não haverá aumento de imposto da cesta básica de alimentos. Também afirmou que a lei “prevê a redução linear de 20% dos benefícios fiscais relacionados ao ICMS”.

O texto ainda cita que “a redução no percentual dos benefícios tributários ocorrerá sem nenhum aumento de imposto e será realizada apenas pelo prazo de 24 meses, de 1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2022”.