Café e açúcar sobem nas bolsas de Londres e Nova York

Os contratos futuros do café arábica e robusta na ICE subiram nesta quarta-feira (8/12), mas encontraram dificuldades para superar os picos de 10 anos do dia anterior, enquanto os especuladores fizeram uma pausa para respirar. Os preços do açúcar subiram para uma máxima de duas semanas.

agricultura_cana_acucar (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

 

O café arábica para março subiu 0,3% para US$ 2,4420 por libra-peso, após fechar com queda de 2,6% na terça-feira (7/12), quando atingiu US$ 2,5235, a máxima desde 2011. O café robusta para março fechou em alta de 22 dólares, ou 1,0%, a US$ 2.295 dólares a tonelada, após fechar com queda de 1,8% na terça-feira, quando atingiu US$ 2.334 dólares, também a máxima desde 2011.

Operadores disseram que os especuladores estão reduzindo suas posições compradas no arábica, enquanto a queda persistente nos estoques da ICE foi pausada, por enquanto. Ainda assim, o arábica continua apoiado pelas expectativas de que a produção do maior produtor, o Brasil, cairá nesta e na próxima temporada, devido ao clima adverso neste ano.

 Há pouca oferta fora do Brasil para preencher a lacuna. A produção na América Central, que produz cerca de 15% do arábica mundial, deve cair 3% nesta temporada em meio ao ressurgimento de doença da ferrugem do café ‘Roya’.

Açúcar

O açúcar bruto para março avançou 1,7% para 19,82 centavos de dólar por libra-peso, após atingir a máxima em duas semanas de 19,90 centavos de dólar durante a sessão.

Operadores disseram que o mercado continua a se basear no petróleo e nas ações. Eles acrescentaram que não há ameaça de produção no momento, então o açúcar terá dificuldade para ultrapassar os 19,50-20 centavos de dólar.

 A corretora StoneX vê os preços na ICE na faixa de 18 a 20 centavos de dólar por libra em 2022, dizendo que uma produção maior de países importantes e uma demanda menos urgente limitariam o lado positivo.

As ações mundiais foram definidas para seu maior salto de dois dias desde novembro do ano passado, à medida que os investidores ficaram menos preocupados com a variante Ômicron do coronavírus. O açúcar branco para março subiu 1,6% para US$ 513,70 a tonelada.