Cientistas sequenciam DNA do abacate para tentar salvá-lo do clima

abacateiro-Persea americana Mill.-abacate-arvore (Foto: Judgefloro/Creative Commons)

 

As mudanças climáticas geram preocupação com a extinção de espécies vegetais, muitas usadas em culinárias tradicionais. Cientistas do México e dos Estados Unidos anunciaram recentemente o mapeamento do DNA do avocado (abacate), uma das frutas mais presentes na gastronomia dos dois países, que compartilham a paixão pelo famoso guacamole. O mais provável é que esta pesquisa se torne a base para técnicas de reprodução e modificações genéticas projetadas para produzir abacates resistentes a secas.

O aumento da temperatura nos últimos anos têm perturbado a cadeia produtiva do fruto, provocando elevação de preços nos Estados Unidos e exacerbando a incerteza do fornecimento. No ano passado, a onda de calor que atingiu a Califórnia prejudicou a produção de avocado, forçando os fornecedores a importarem o produto de outros países, especialmente do México. Como resultado, o preço da caixa com quatro dúzias de abacate saltou de US$ 35.para quase US$ 80.

Um estudo recente de cientistas da Califórnia estimou que o aumento das temperaturas poderia reduzir a produção de abacate do estado em 40% nas próximas três décadas.

Embora a engenharia genética – com o sequencialmente de genoma de diversos vegetais – tenha sido nos últimos anos o passo mais rápido para criar variedades resistentes a mudanças climáticas e a possíveis doenças, um abacate geneticamente modificado pode estar ainda longe de ser criado. Isso porque, em parte, os abacateiros podem levar pelo menos três anos para amadurecer.