Colheita de soja avança pouco no Brasil e agrava atraso no plantio de milho e algodão

colheita-soja-mato-grosso (Foto: José Medeiros/Ed. Globo)


 

Boletim divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (2/2) aponta avanço tímido na colheita da soja e atraso na semeadura de milho segunda safra e algodão, principalmente no Mato Grosso.

No caso da soja, o plantio avançou 0,1 ponto percentual e chegou a 99,9%, mesmo índice registrado em 2020 nos 12 Estados, que respondem por com 97% da área cultivada. Já a  colheita soma 2,1% – era 0,9% até 22 de janeiro e 8,7% no mesmo período do ano anterior.

O principal atraso é no Mato Grosso. Só 4,9% da área de soja foi colhida, enquanto o total já chegava a 25% em janeiro de 2020. Também há lentidão em Goiás, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Paraná e Tocantins ainda não iniciaram a colheita, ao contrário do que ocorria na mesma época do ano anterior.


 

No milho primeira safra, o plantio chegou a 97,9% nos nove Estados que correspondem a 92% da área cultivada no país. Ainda estão pendentes as semeaduras na Bahia, no Maranhão e no Rio Grande do Sul. A colheita subiu de 5% para 8,8%, acima dos 6,1% registrados no mesmo período do ano passado.

Já o plantio do milho segunda safra segue atrasado e soma só 1,4% da área nos nove Estados – era 10,2% em 31 de janeiro de 2020. A maior lentidão está no Mato Grosso, que havia semeado 20% da área no ano anterior e agora só plantou 2,9% até o fim de janeiro. Também há atrasos em Goiás, Tocantins e Paraná.


 

Esse cenário tem impacto direto na semeadura do algodão, que está em 56,6% nos sete Estados que correspondem a 98,2% da área cultivada – o plantio era de 78,2% no mesmo período do ano passado. O maior atraso é no Mato Grosso, que só semeou 44,6% da safra contra os 75% da mesma época em 2020.

No arroz, o plantio chegou a 99% nos seis Estados que correspondem a 87% da área cultivada, mesmo patamar em relação ao ano passado. A colheita já soma 3,2% – era 0,3% em 2020. Os trabalhos estão mais avançados em Santa Catarina (27% já colhido) e Goiás (11,3%). Maior produtor, o Rio Grande do Sul ainda não começou os trabalhos.