Contratação de crédito rural cresce 19% entre julho e novembro

colheitadeira-expointer (Foto: Ernesto de Souza/Editora Globo)

 

As contratações de crédito rural aumentaram 19% entre julho e novembro deste ano e chegaram a R$ 108,75 bilhões, informou o Ministério da Agricultura. Entre os destaque, estão os financiamentos de investimento, que subiram 46%, somando R$ 32,4 bilhões, e os créditos de custeio, cujo valor contratado foi de R$ 60,27 bilhões, alta de 13%.

As operações com industrialização ficaram em R$ 6,6 bilhões, incremento de 9%. O crédito para comercialização teve queda de 7%, em resposta à continuidade do cenário de preços agrícolas elevados.

 

As contratações de crédito de investimento pelos programas Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) e Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) aumentaram 7,3% e 13,4%, respectivamente. A participação dos programas no total de crédito rural foi de R$ 32,6 bilhões (30%).

Os financiamentos de custeio e de investimento feitos com recursos subvencionados no Pronamp chegam a R$ 9,84 bilhões e respondem por 67% do total contratado nesse programa. No Pronaf, essa participação foi de R$ 11,56 bilhões ou 64% do total contratado.

 

Os valores dos financiamentos para investimento continuam superiores aos observados na safra passada, sobretudo com recursos do BNDES, cujo desembolso alcançou 57% dos programados para esta finalidade. 

Entre os programas de investimento, destacam-se o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), com R$ 6,23 bilhões (61%), incluindo os recursos livres aplicados pelo Banco do Brasil.

 

Já o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) soma R$ 1,06 bilhão (58%), e o Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra) totaliza R$ 521 milhões (107%).

O valor das contratações com recursos da fonte LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) continuou inferior ao observado no mesmo período da safra passada, com decréscimo de 5%, se situando em R$ 12,41 bilhões, sem considerar as aquisições de CPR’s (Cédulas de Produtos Rurais) e as operações com agroindústrias.