Crise no fornecimento de matéria-prima é “sem precedentes”, afirma CNH

A crise na cadeia de suprimentos que tem afetado a indústria de veículos pesados, entre eles máquinas agrícolas, é “sem precedentes” e as perspectivas são de uma solução gradual dos gargalos. A avaliação foi feita pelo presidente da CNH Industrial para América Latina, Vilmar Fistarol, nesta quarta-feira (8/7), durante participação em evento online sobre as perspectivas para o financiamento agropecuário em 2021/2022 promovido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Siderurgia foi um dos setores mais afetados pela falta de matérias primas na retomada pós-pandemia (Foto: Pixabay)

 

“Eu tenho 40 anos de indústria, atuando na área de compras grande parte desse tempo, e nunca vi nada parecido. E desta vez, pela democratização de um problema global que é a pandemia, nós chegamos à situação que chegamos”, apontou Fistarol. Segundo ele, diante da situação conjuntural do mercado, deve levar tempo até que a cadeia de suprimentos de matérias-primas se normalize.

 

“Vai ser uma choradeira enorme para resolver alguns gargalos e não sei se teremos capacidade de resolver o problema de todo mundo, mas há um trabalho conjunto para ir reduzindo e atacando um por um dos setores mais críticos”, revelou o executivo ao apontar a indústria do aço, da borracha, de pneus, vidros e fundição entre as mais afetadas pela repentina retomada da economia mundial a partir do segundo semestre do ano passado.

 

“Tem problemas de dimensões muito diferentes. Desde problemas financeiros e de capital de giro dos pequenos e médios fornecedores do mercado até problemas de estruturação de empresas medias e capacidade produtiva de grandes empresas internacionais”, destacou Fistarol ao avaliar que as dificuldades enfrentadas pelo setor deverão persistir no segundo semestre deste ano.

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“A coisa como se deu, a reação que nós vimos no mercado, principalmente no segundo semestre e que continuamos nessa onda positiva, realmente vai continuar e vai realmente trazer grandes dores de cabeça aos setores produtivos nessas áreas onde estruturalmente tem problema”, apontou o presidente da CNH.