Demanda por frete rodoviário no agro cai no último mês, mas ainda acumula alta no ano

Caminhões circulam por área do porto de Santos (SP) (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

 

 

A demanda por fretes rodoviários no agronegócio do Brasil registrou alta de 4,3% entre janeiro e dezembro deste ano, em comparação com igual período do ano anterior, informou a Repom.

O resultado ocorre mesmo após uma queda de 20,6% no volume de fretes do setor em novembro, segundo o Índice de Frete e Pedágio Repom (IFPR), que apontou que a cifra do mês passado reflete uma baixa “característica da movimentação das safras”.

 

No acumulado até outubro, a Repom – marca de soluções de gestão e pagamento de despesas para frota própria e terceirizada da Edenred Brasil – via aumento de 6,5% na comparação anual, mas já sinalizava uma perda de força nas movimentações do agronegócio.

O segmento foi um dos menos afetados pela pandemia de Covid-19, especialmente diante da firme demanda externa pelos produtos brasileiros, e o recuo nas movimentações acompanha uma oferta enxuta de soja, principal produto de exportação do país, já que os enormes embarques deste ano se concentraram em meses anteriores.

 

A empresa chamou atenção para um aumento de 21% no número de viagens pela BR-163, importante roda de escoamento de grãos do Brasil, após o avanço da pavimentação no sentido Norte, o que implica em “aumento da produtividade no transporte rodoviário” e “menores custos operacionais para o transportador”.

Em relação ao setor de indústria e varejo, a Repom disse que, nos 11 primeiros meses deste ano, houve aumento de 8,6% na demanda por frete, citando a retomada das atividades econômicas do país em meio à pandemia de coronavírus.

 

“Como previsto, o mês de novembro continuou com forte ritmo, porém, já revela algum recuo frente a outubro e uma redução após o pico de setembro, caso bastante pontual na retomada da economia”, disse, em nota, o head de Mercado Rodoviário da Edenred Brasil, Thomas Gautier.