Governo cria sistema integrado e comitê técnico para monitorar Plano ABC

ILPF (Foto: Kelem Silene Cabral Guimarães/Embrapa)

 

O governo publicou nesta segunda-feira (25/1) decreto criando o Sistema Integrado de Informações do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (SIN-ABC) e o Comitê Técnico de Acompanhamento do Plano Setorial para consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (CTAB).

Os colegiados serão responsáveis por monitorar o novo Plano ABC, que irá incorporar novas tecnologias e orientações para o avanço da agricultura de baixa emissão de carbono no país.

 

“O monitoramento será integrado e permitirá identificar a adoção das diferentes tecnologias de produção preconizadas pelo Plano ABC e sua contribuição no combate e no enfrentamento às mudanças do clima”, afirma a diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, Mariane Crespolini.

Caberá à pasta coordenar o SIN-ABC. O comitê técnico é composto por representantes de três ministérios (Agricultura, Ciência e Tecnologia e Inovações; e Meio Ambiente), Banco Central, Observatório ABC e do setor agropecuário privado. Segundo o decreto, convidados de outros órgãos e instituições poderão participar das reuniões, mas sem direito a voto.

 

Segundo o Ministério da Agricultura, o decreto é parte da revisão da nova fase do Plano ABC 2021/2030, “trazendo uma estrutura mais moderna e integrada de discussão dos avanços e adoção das tecnologias sustentáveis de produção”. 

“O sistema está mais participativo, vai reforçar a sustentabilidade do agronegócio e a promoção de uma agropecuária mais resiliente à mudança do clima”, destaca Mariane Crespolini.

 

Plano ABC

Em dez anos, quase 50 milhões de hectares em todo o país já adotam tecnologias preconizadas pelo Plano ABC, informou o Ministério da Agricultura, como integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto e fixação biológica de nitrogênio.

O volume de financiamento para a agricultura sustentável ultrapassa R$ 20,8 bilhões e já existem mais de 26,8 milhões de hectares de pastagens degradadas recuperadas. Outro destaque é a certificação “Carne Carbono Neutro”, com produtos já disponíveis nos supermercados.