Ministério afirma monitorar possíveis casos de necrose infecciosa em tilápias

Tilápia (Foto: Shutterstock)

 

O Ministério da Agricultura informou em nota nesta segunda-feira (8/2) que segue monitorando o possível surgimento de novos focos de necrose infecciosa do Baço e do Rim (ISKNV) em criações de tilápias no Brasil. Inédita no país, a doença pode levar à mortalidade de até 75% em criações mais jovens da espécie (alevinos) e não possui vacina registrada no país.

“O Serviço Veterinário Oficial (SVO) continua a coordenar investigações epidemiológicas para monitorar os focos detectados, caracterizar a situação de saúde animal e estabelecer, em conjunto com o setor produtivo, bons práticas e procedimentos de biossegurança para a proteção da fauna e produção de piscicultura nacional”, informou o Ministério da Agricultura.

Embora o primeiro caso tenha sido registrado em julho do ano passado, apenas na última quinta-feira (4/2) o governo brasileiro notificou a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) com base em testes confirmatórios realizados por um laboratório de referência no Japão, país onde foi registrado o primeiro caso da doença em 1990.

 

“Por se tratar de doença emergente no país, o Mapa – além de confirmar a presença do vírus por meio de análises em laboratório federal de defesa agropecuária –  encaminhou amostras positivas para o laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), no Japão, para a devida validação do diagnóstico”, explicou o Mapa.

Segundo as informações enviadas pelo Brasil à OIE, 219,5 mil animais morreram desde julho do ano passado em decorrência da enfermidade e outros 3,2 milhões foram expostos à contaminação. O Ministério da Agricultura também destaca que não foi verificada morbidade ou mortalidade significativa em peixes de vida livre até o momento e que a doença não representa riscos ao consumidor.

Desde seu primeiro registro no Japão, a ISKNV já gerou mortalidade em outras 30 espécies de peixes cultivados na costa oeste do país. Também há registros da doença em criações do Sudeste Asiático e da África, onde o controle é feito via vacinação. Em tilápias, o primeiro caso foi registrado em 2012 nos EUA. Os principais sintomas são mudanças na cor do corpo (escurecimento ou clareamento), distenção abdominal (devido a fluído ou aumento dos órgãos), perda de apetite e permanência no fundo dos tanques.