Preços de açúcar e café sobem nas bolsas de Londres e Nova York

Os contratos futuros do café arábica e robusta subiram para máximas de 10 anos nesta segunda-feira (6/12) na ICE, sustentados por gargalos de embarque e perspectivas de produção mais baixa. 

Café (Foto: Pexels)

 

O café arábica para março fechou em alta de 2,6% a 2,4985 dólares por libra-peso, após subir anteriormente para 2,5085 dólares, a máxima desde outubro de 2011. O café robusta para janeiro subiu 1,4% para 2.420 dólares a tonelada, tendo anteriormente atingido 2.437 dólares, a máxima desde agosto de 2011.

Operadores disseram que as dificuldades de embarque restringiram o fornecimento de café nos Estados Unidos e na Europa, enquanto o clima adverso no Brasil no início deste ano afetou as perspectivas para a safra do próximo ano no maior exportador mundial. “Não há ninguém vendendo, seja no mercado futuro ou no físico”, disse um corretor de café.

 

Os embarques brasileiros foram menores em mais de 100 mil toneladas em novembro, de acordo com o governo. A associação de exportadores Cecafé divulgará novos dados na sexta-feira. As chuvas, por sua vez, interromperam a colheita no principal produtor de robusta, o Vietnã, enquanto a pandemia de Covid-19 contribuiu para a escassez de colhedores.

Açúcar

O açúcar bruto para março subiu 2,1% para 19,16 centavos de dólar por libra-peso, visto que o mercado continuou sendo liderado por uma tendência de energia e mercados financeiros mais amplos. Operadores disseram que o mercado estava recuperando terreno depois que a preocupação com a nova variante da Covid-19 na semana passada desencadeou a venda de fundos de muitas commodities, incluindo o açúcar bruto.

Não se espera, entretanto, que a variante tenha muito impacto direto sobre a oferta ou demanda de açúcar. “Não temos conhecimento de como a nova variante pode afetar o açúcar, mas duvido que afetará as cadeias de abastecimento ou o consumo”, disse a corretora Marex em nota. O açúcar branco para março avançou 2% para 496,60 dólares a tonelada.