Setor florestal estima investir R$ 32 bilhões até 2023

celulose_papel_producao_floresta (Foto: João Correia Filho/Ed. Globo)

 

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) pretende fazer investimentos bilionários no Brasil diante do que chama de “crescimento da economia verde” no país. O setor divulgou esta semana nova projeção de investimentos, que vão crescer R$ 12,6 bilhões e totalizar R$ 32,6 bilhões nos próximos anos. O valor é referente ao período de 2020 e 2023. Entre 2014 e 2018 o setor investiu R$ 20 bilhões.

Estão previstas a construção de, no mínimo, sete fábricas no segmento de celulose, papel e painéis de madeira nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. A expectativa é gerar mais de 35 mil empregos durante as obras e outros 11 mil empregos diretos após as unidades entrarem em operação.

A entidade estima que, com o valor investido, cresça a produção de celulose em 3,2 milhões de toneladas; de celulose solúvel em 1,9 milhões de toneladas, de papel em 1,2 milhão e de painéis de madeira em 570 mil m³ de MDF e 450 mil m³ de serrados.

O maior investimento se concentra no segmento de celulose, com R$ 29,6 bilhões. A Euca Energy investirá o maior aporte nesse setor, serão R$ 10 bilhões no Mato Grosso, em 2023. A Klabin fará uma fábrica integrada de celulose de fibra longa e papel kraftliner com o investimento de R$ 9,1 bilhões, no Paraná. Em seguida, vem a Bracell (R$ 7 bilhões em São Paulo para 2021) e a Duratex (4,5 bilhões em São Paulo para 2021).

O presidente do Conselho da Ibá, Horácio Lafer Piva, explica que as pesquisas e desenvolvimentos desse segmento ampliam cada vez mais o número de produtos com origem em árvores cultivadas, o que pode ser notado na ampliação em investimentos em unidades com outros produtos, como a celulose solúvel, fonte para diversas aplicações, principalmente têxtil, com a viscose.

No segmento de papel, para o ano de 2020, o montante é de R$ 2,1 bilhões. A WestRock destinará R$ 1,3 bilhão em papel de embalagem, em Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul, a IP destinará R$ 600 milhões em papel impresso e a Anin destinará 200 milhões em papéis tissue. Somente a Berneck investirá no setor de painéis de madeira. O valor será de 900 milhões em Santa Catarina para o ano de 2020.