Valor da produção agropecuária deve superar R$ 1 trilhão em 2021

colheita-soja (Foto: José Medeiros/Ed. Globo)

 

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que corresponde à renda dentro da porteira, deve atingir este ano R$ 1,002 trilhão, segundo estimativa do Ministério da Agricultura (Mapa). A expectativa é de aumento de real de 11,8% em relação ao ano passado, quando o faturamento no campo atingiu R$ 896,7 bilhões.

O estudo prevê amento de 15,2% no valor da produção agrícola, para R$ 688,3 bilhões, com destaque para a projeção de crescimento de 30% na receita com a venda da soja (para 325,8 bilhões) e no faturamento com a comercialização do milho (para R$ 126 bilhões). A soja responde por 47,5% e o milho por 18,3% da renda total das lavouras. Em terceiro lugar vem a cana-de-açúcar, com 10,4%.

Para a pecuária, o estudo estima crescimento de 5,1% na receita dos produtores, para R$ 314,4 bilhões. O destaque é a pecuária de corte, cuja renda deve crescer 9,9% (para R$ 142,9 bilhões). A receita dos avicultores aumentar 2,5% (para R$ 82,4 bilhões) e a dos suinocultores encolher 1% (para R$ 27,7 bilhões). O faturamento dos produtores de leite deve aumentar 5% (para R$ 46,4 bilhões).

 

José Garcia Gasques, responsável pela pesquisa do VBP e coordenador geral de avaliação de Políticas e Informação do Ministério da Agricultura (Mapa), explica que dois fatores são decisivos a projeção: preços agrícolas favoráveis para grande parte dos produtos e boas previsões para a safra deste ano”.

“Desempenho favorável vem sendo apresentado pelo amendoim, com acréscimo de 4,9% no faturamento, arroz 9,6%, batata-inglesa 6,8%, cacau 14,9%, laranja 5,9%, mandioca 5,6%, milho 23,2% e soja 30,3%. Na pecuária, os destaques são os aumentos de 9,9% no VBP de carne bovina, 22,5% na carne de frango e 5% em leite. Os maiores valores do VBP são os de milho com R$ 126 bilhões e soja R$ 326,8 bilhões.”

Segundo o estudo, um grupo importante de produtos tem apresentado queda no valor da produção, são eles: café (-28,4%), cana-de-açúcar (-1,8%), tomate (-7%), trigo (-3,7%), e ovos (-10,1%). De acordo com Gasques, esses recuos nesses produtos é uma combinação de preços mais baixos e produção menor. “Mas no café a redução de valor pode ser atribuída principalmente a redução de 33,6% da produção do café arábica”, explica.