Workshop nesta terça debate mercado e regulamentação de alimentos plant-based no Brasil

Comida repleta de vegetais (Foto: Pixabay)

 

O Ministério da Agricultura, com apoio da Embrapa, realiza nesta terça-feira (8/12), a partir das 14 horas, um workshop para tratar sobre mercado, conceitos, pesquisas em desenvolvimento e marco regulatório do segmento de produtos plant-based (à base de vegetais) no Brasil.

Participarão do debate a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir), o Departamento de Apoio à Inovação para Agropecuária (Diagro), o The Good Food Institute (GFI) e o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).

 

A demanda por alimentos à base de vegetais tem crescido e, segundo o GFI, estima-se que o mercado global desse segmento atinja entre US$ 100 bilhões e US$ 370 bilhões até 2035. Em 2020, a categoria cresceu de forma expressiva no mercado brasileiro com as alternativas vegetais, que buscam imitar a experiência de produtos de origem animal.

Em geral, esses alimentos são produzidos a partir de proteínas vegetais texturizadas, muitas vezes vindas de grãos como soja, ervilha, grão-de-bico ou feijão. Para uma futura normatização específica ao tema, o Ministério da Agricultura tem buscado levantar informações junto ao setor que possam embasar a análise de impacto regulatório.

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“O ministério reconhece a crescente demanda em relação a produtos plant-based e, por isso, busca um diagnóstico inicial associado aos cenários prospectivos para implementar um possível marco regulatório, tendo como objetivo a parametrização da produção e comércio destes produtos, de forma a alinhar as diferentes expectativas envolvidas em um ambiente regulatório salutar”, destaca o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Glauco Bertoldo.

O secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Bruno Brasil, observa que o aumento da demanda por produtos plant-based é reflexo de megatendências observadas para o agro brasileiro, como o protagonismo do consumidor e a agregação de valor. 

 

“O consumidor, cada vez mais, interfere no modo de produção de alimentos em busca de novas características relacionadas ao sabor, nutrição, sustentabilidade, dentre outras”, finaliza.