AgRural reduz estimativa de safra de milho em 5,4 milhões de toneladas

A consultoria AgRural conclui na semana passada sua nova revisão de produção de milho de segunda safra na região Centro-Sul. A estimativa passou das 60 milhões de toneladas estimadas em maio para as atuais 54,6 milhões de toneladas, no levantamento concluído em 1º de julho.

Os analistas explicam que parte dessa redução de 5,4 milhões de toneladas se deve aos ajustes negativos de produtividade provocados pela estiagem (causa principal dos cortes realizados nos meses anteriores), “mas desta vez o principal motivo do ajuste foram mesmo as geadas”.

Colheita de milho em lavouras do Paraná (Foto: Secretaria de Agricultura do Paraná/Divulgação)

 

Os analistas observam que a revisão de produção leva em conta dados preliminares coletados logo após as geadas e está sujeita a alterações nas próximas semanas. Combinado à estimativa da Conab para o Norte/Nordeste, o novo número da AgRural para o Centro-Sul resulta em produção de 59,1 milhões de toneladas no Brasil, ante as 75,1 milhões na safra passada.

Pelos cálculos da AgRural, em relação ao potencial inicial da safrinha 2021, estimado antes da estiagem iniciada no fim de março, a quebra supera a marca de 22 milhões de toneladas. “A produção total do Brasil na temporada 2020/2021 (primeira, segunda e terceira safras somadas), por sua vez, é estimada agora em 85,3 milhões de toneladas de milho, ante 102,5 milhões no ciclo 2019/2020.”

Colheita avança

A colheita da safrinha de milho 2021 chegou na quinta-feira (1º) a 12% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, de acordo com levantamento AgRural. Os analistas observam que apesar do avanço semanal de sete pontos percentuais, “há atraso na comparação com os 23% do mesmo período do ano passado, devido ao plantio mais tardio”.

A AgRural lembra que na semana passada as atingiram parte considerável do Centro-Sul. Os estados mais afetados foram Paraná e Mato Grosso do Sul, mas também houve formação de geada, ainda que com menor intensidade, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e até no sul de Mato Grosso, dizem os analistas.