Minas Gerais “vive um cenário de guerra”, diz Romeu Zema

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), alertou, nesta terça-feira (11/1), que as regiões atingidas pelas fortes chuvas estão intransitáveis e que a circulação só deve ser feita em casos de extrema necessidade. Em entrevista  à rádio CBN, ele afirmou que o Estado “vive um cenário de guerra”. De acordo com a Defesa Civil Estadual, 145 cidades estão em situação de emergência e 17 mil pessoas estão desabrigadas. Até o momento, 19 mortes foram confirmadas pelo Corpo de Bombeiros.

“Qualquer pessoa que se aventurar a transitar por Minas Gerais neste momento vai encontrar esse cenário [de guerra]. São quedas de barreiras, deslizamentos de terra, pontes afetadas e interditadas, muita lama, rios transbordando, crateras na pista. Nós temos solicitado: só viaje em caso de necessidade extrema mesmo, caso contrário, espere o clima melhorar”, alertou.

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Governador do Estado de Minas Gerais alerta população a não transitarem pelas ruas (Foto: Gabriele Lanza/TV Globo)

 

 

Em 2020, o Estado passou por situação parecida. De acordo com o governador, 74 pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas na ocasião.

Agora, a prioridade do governo é que a Defesa Civil trabalhe prioritariamente com a ajuda humanitária, providenciando alojamento e alimentos para os desabrigados. Zema disse que só será possível verificar os danos quando as águas baixarem.

 


“Para resolver isso definitivamente, nós precisamos de grandes recursos: obras para poder desaforar leitos de rios, construção de piscinões em algumas cidades, construção de barragens”, disse o governador mineiro à CBN.

Tragédia em Capitólio

Sobre o lago de Furnas, em Capitólio, onde o descolamento de um paredão de rocha deixou 10 mortos e mais de 30 feridos, Romeu Zema disse que o local está fechado para turistas e passa por perícias da Marinha e da Polícia Civil. O Ministério Público Federal abriu um inquérito para apurar as causas da queda do paredão. Zema afirmou que a área vai passar por uma análise geológica detalhada para ser avaliado o potencial de risco.

“A área, com certeza, será liberada em um futuro próximo, mas com as devidas condições sob segurança. Geralmente, a análise dessa natureza leva alguns meses, porque se tem que fazer medição com solo encharcado e solo seco. Então, para o solo lá estar seco, estamos falando de, no mínimo, seis meses”, explicou ele. O governador reiterou que apenas o local onde caiu o paredão – que, segundo ele, representa 0,5% da represa – está interditado. As demais áreas do lado estão abertas para o turismo.