Movimento de cargas aumenta no país após flexibilização do isolamento social

agricultura_transporte_estrada_caminhao (Foto: Thinkstock)

 

Seguindo a tendência das últimas semanas, a demanda por cargas melhorou no país, mas ainda há redução expressiva comparado ao período anterior à pandemia de Covid-19.

Nova pesquisa da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) mostrou que, na última semana de junho, foi registrado o menor nível desde o começo da crise. Mesmo assim, a queda na demanda chega a 34%.

 

“Os números começam a melhorar, e isso se dá pelo fato de alguns Estados e municípios
flexibilizarem as medidas de isolamento social, com a abertura gradual da economia”, disse o presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio.

Para as cargas fracionadas, aquelas em menor quantidade, a retração foi de 32,1% no último mês. Entre os setores, os shoppings centers foram os mais que mais sentiram a queda (58,9%), seguido por lojas de ruas (40,8%), pessoas físicas (37,3%), setores locais (34,3%),
outros estabelecimentos (30%), distribuidores (24,9%) e supermercados (20,8%). Considerando apenas a última semana de junho, a retração para as entregas em pequenas quantidades foi de 31,1%.

“Ainda está muito longe do ideal, continua alto o impacto que a pandemia vem trazendo para o transporte rodoviário de cargas. Sabemos que a recuperação será lenta”, analisou Pelucio.

Já para os casos da carga lotação, quando a indústria utiliza a capacidade máxima do veículo para escoar a produção, a variação na demanda em junho foi de redução de 37%. Entre os principais setores com retração, estão a indústria automobilística (58,6%), outros setores industriais (42,8%), a indústria de embalagens (37,9%) e outros setores locais (34,4%).

 

Os segmentos alimentícios não estiveram entre as maiores perdas, mas tanto o agronegócio (31,8%) quanto os supermercados (26,7%) ainda apresentam recuo. Em análise separada sobre a última semana do mês, a redução para as entregas em grandes quantidades foi de
36,2%.

Entre os Estados, o Espírito Santo teve o maior recuo na demanda por cargas em junho (51,7%), seguido por Mato Grosso (50%), Rio de Janeiro (45,8%), Pernambuco (43,9%) e São Paulo (35%).